A psicologia ao longo dos anos vem desenvolvendo ferramentas técnicas cada vez mais próximas à realidade em que vivemos. Em determinadas situações as pessoas não podem chegar até o lugar do tratamento psicológico, no entanto com a mesma eficácia e compromisso ético, a psicologia se prontifica que a clínica chegue até o paciente em sua condição atual. Sim! Clínica, no seu sentido mais prático. O termo “clínica” reflete de maneira muito comum as instituições de saúde. Porém, a palavra Clínica tem sua origem no latim, “CLINICUS”, que significa: “médico que visita os pacientes em seus leitos”. E no grego, sendo essa a expressão etimológica de maior identificação com a psicologia, KLINIKE TEKHNE: “prática à beira do leito.”

O acompanhamento psicológico domiciliar tambem é indicado para pacientes que se encontram em situação de isolamento, muitas vezes já em estado grave de uma depressão, por exemplo. Nessas condições, onde o isolamento é o sintoma mais aparente, trata-se já de uma patologia em seu estado avançado. Que infelizmente só é diagnosticado e acompanhado, quando o paciente já apresenta sintomas severos de isolamento social, de recusa das rotinas normais: higiene com o corpo, alimentação, alguma atividade de entretenimento, pouco ou nenhum contato a pessoas- inclusive familiares.

Independente da patologia que o acomete, o acompanhamento psicológico dará suporte a toda a configuração familiar de um paciente. Tendo em vista que em muitos casos os familiares também necessitam de um acompanhamento psicológico. O profissional psicólogo se empenhará para acolher a pessoa em situação de doença, compreendendo seu contexto de dores físicas e mentais. Construirá com o mesmo uma interpretação genuína do seu estado atual, possibilitando estabilidade emocional num processo de aceitação. Elaborando novos significados à doença, possibilitando a esperança da cura.