A contribuição que traz a psicologia é a orientação para que os pais se aproximem do processo educativo dos filhos, estreitando os laços com educadores e toda a escola. Entendendo que o processo da aprendizagem que hoje nos apresenta é, além de novo, complexo e dinâmico. Mostrando que a experiência ainda é uma ferramenta de excelente valor na aprendizagem, não somente a experiência dos laboratórios e das que relacionam teoria e prática. Mas a experiência do contato, da proximidade do pai, mãe, avó, avô, tio, irmão (responsável). Que se senta para construir não só um momento de estudos, mas uma experiência autêntica e mútua de aprendizagem. Para que o aprender seja suave, prazeroso, acolhedor na subjetividade do aluno/filho/parente. Conscientizando os pais para que entendam o papel da escola, como também assumam com certa responsabilidade e consciência da importância da sua presença ativa no processo da aprendizagem.

O psicólogo é o profissional apto, com rigorosa competência para detectar não só a falha de um processo, mas o possível sofrimento interno de uma criança frente ao processo do aprender, assim como às nuances de exigências educacionais. É ele também que identifica na relação com pais/responsáveis a necessidade de ajustar à imposição dos limites dados à criança, de corrigir erros de cuidados que estão ligados ao compromisso com a escola e que, consequentemente, refletem na educação dos seus filhos. Há uma necessidade de debater incansavelmente essa relação de pais e filhos, alunos e professores, escolas e famílias. A psicologia é uma ciência sine qua non nesse debate.